A bulimia: causas, consequências e tratamento

A bulimia é uma perturbação na área dos distúrbios alimentares relacionada com o comportamento alimentar, com o peso e com a imagem corporal. Entenda um pouco melhor esta perturbação.

26 OUT 2018 · Leitura: min.

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A bulimia: causas, consequências e tratamento

A bulimia é uma perturbação na área dos distúrbios alimentares relacionada com o comportamento alimentar, com o peso e com a imagem corporal. É uma perturbação que afeta mais as mulheres e que toma uma dimensão inquietante quando associada à adolescência, sendo o grupo de maior risco corresponde a mulheres entre os 15 e os 24 anos.

O que é a bulimia

A bulimia caracteriza-se pela existência de episódios de ingestão compulsiva de alimentos (hiperfagia), na maior parte das vezes às escondidas, seguidos de um comportamento de compensação extremos que têm como intuito evitar o aumento de peso. Entre estes métodos pode estar o recurso a vómitos (no caso do tipo purgativo), e a laxantes ou a prática exagerada de exercício (no caso do tipo não purgativo).

Nos casos de bulimia nervosa, a pessoa tende a ter uma preocupação constante com o peso e imagem corporal, ao mesmo tempo que se sente incapaz de controlar o comportamento alimentar nos ditos episódios hiperfágicos.

Causas e consequências da bulimia

A bulimia pode resultar da conjugação de uma série de fatores, no entanto podem referir-se como indicadores de risco os seguintes:

  • Pertença ao género feminino;
  • Estar na adolescência ou ser jovem adulta;
  • Existência de perturbações alimentares na família, com a possibilidade de exposição a comportamentos semelhantes;
  • Ser permeável à pressão social ou exercer atividades nas quais a imagem corporal toma uma importância relevante;
  • Exposição a fontes de informação que apresentam padrões de beleza irrealistas como modelo associado ao sucesso;
  • Questões relacionadas com baixa autoestima, tendência obsessivo-compulsiva, ansiedade e depressão;
  • Práticas desportivas nas quais se encoraja, de forma propositada ou não, a restrição alimentar ou a manutenção de um determinado peso.

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Como consequência do recurso constante ao vómito, podem aparecer complicações relacionadas com a inflamação do esófago, cáries e desgaste dos dentes.

Outras complicações como desidratação, insuficiência renal, problemas ao nível cardíaco, ansiedade e irregularidades menstruais também se podem despoletar em consequência deste transtorno alimentar.

Tratamento da bulimia

O tratamento da bulimia deve contar com o acompanhamento de uma equipa interdisciplinar na qual estejam presentes psicólogos, médicos e nutricionistas. Assim, será necessária quer uma intervenção médica que permita averiguar e tratar as consequências desta doença, quer a psicoterapia, que aqui tem um papel fundamental, quer a intervenção ao nível da reeducação alimentar.

Mesmo após o período de crise, com uma manifestação mais acentuada dos sintomas de bulimia, é conveniente que o seguimento continue a ser feito de forma regular de modo a prevenir recaídas (que podem acontecer em períodos de maior stress).

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MundoPsicologos.pt

Bibliografia

Attia, Evelyn; Walsh, Timothy, Bulimia Nervosa: https://www.msdmanuals.com/pt-pt/casa/dist%C3%BArbios-de-sa%C3%BAde-mental/transtornos-alimentares/bulimia-nervosa

Aparecida Romaro, Rita; Itokazu Midori, Fabiana, Bulimia Nervosa: Revisão da Literatura: https://www.scielo.br/pdf/prc/v15n2/14363.pdf

National Association of Anorexia Nervosa and Associated Disorders, Eating Disorder Types and Symptoms: https://anad.org/education-and-awareness/about-eating-disorders/eating-disorder-types-and-symptoms/

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1 Comentários
  • Antonieta

    O meu filho deixou de comer aos 2 anos, hoje tem 14, 170 cm e 39 kg. Nos últimos exames médicos já foi detectada uma falha cardíaca. A doença é pouco conhecida cá em Portugal, já tentei tudo, sem sucesso. Só me resta tentar a hipnose, iremos iniciar este mês