O processo de adoção

Entende-se por adoção o ato de acolher no seio familiar uma criança que não tem uma relação biológica com quem adota. É um processo complexo com especificidades muito próprias.

26 OUT 2018 · Leitura: min.

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O processo de adoção

Entende-se por adoção o ato de acolher no seio familiar uma criança que não tem uma relação biológica com quem adota. O adotante irá educar e tratar esta criança como se fosse sua filha biológica.

Muitas vezes a adoção, pela parte do adotante, relaciona-se com a dificuldade de ter filhos. Por outro lado, a criança adotada pode ter uma história de institucionalizações que podem, eventualmente, deixar sequelas no desenvolvimento.

Os estudos têm revelado que este encontro entre adotantes e adotados é benéfico para ambos, o que se traduz, por exemplo, em ganhos significativos no desenvolvimento da criança adotada. Estes ganhos são, frequentemente, imediatos após a integração da criança na família.

O processo de adoção costuma ser mais fácil quando mais jovem for a criança, pois esta esteve menos exposta a situações traumáticas e, por outro lado, é mais permeável à mudança de ambiente, adaptando-se mais facilmente à nova situação.

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Dificuldades no processo de adoção

Apesar dos evidentes benefícios da adoção podem existir momentos de tensão durante o processo e mais tarde, ao longo da vida da família.

A gestão das expetativas dos pais em relação à criança adotada é fundamental para que se crie uma imagem real do que vai ser o processo. As primeiras interações, de adaptação, podem não estar de acordo com a imagem criada de parte a parte, o que pode gerar alguma ansiedade.

Por parte da criança o processo é semelhante, pois terá de se adaptar a uma nova família, com normas e hábitos próprios.

Entre a realidade e as fantasias

No fundo, o acompanhamento deste processo passa por facilitar o encontro entre as duas vertentes da adoção: a real e a fantasiada. Poder-se-á, nesta perspetiva pensar ainda nos dois lados fantasiados da relação: a criança que pode imaginar como serão os seus pais biológicos e, por outro lado, os pais que poderão imaginar como seria o seu filho biológico.

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É fundamental ressalvar que, perante qualquer fantasia, a importância dos laços afetivos que se criam nestas relações prevalece.

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Bibliografia

Baptista, Joana; Soares, Isabel; Henriques Margarida: O Impacto da Adoção no Desenvolvimento da Criança: http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0874-20492013000200003

American Adoptions, Benefits of Adoption: https://www.americanadoptions.com/pregnant/adoption_benefits

Proença Ramos, Nádia Raquel: A Adoção e o Bem-Estar da Criança: A Perspetiva de Mães e Pais Adotantes. Um Estudo Exploratório: https://dspace.uevora.pt/rdpc/bitstream/10174/18783/1/A%20ado%C3%A7%C3%A3o%20e%20o%20bem-estar%20da%20crian%C3%A7a%20a%20perspetiva%20de%20m%C3%A3es%20e%20pais%20adotantes.%20Um%20estudo%20explorat%C3%B3rio.pdf

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