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Em que consiste um ataque de pânico?

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Não é fácil explicar o que é um ataque de pânico a alguém que não tenha passado por esta situação. A sensação de morte iminente pode ser avassaladora.

26 NOV 2018 · Leitura: min.
Em que consiste um ataque de pânico?

Um ataque de pânico pode ser definido como uma reação desproporcional face a um medo irracional. Existem várias teorias que explicam esta condição, das que dão mais ênfase aos fatores físicos e genéticos às que privilegiam outros fatores de ordem psíquica e emocional tais como a ansiedade e a angústia.

Ter um ataque de pânico não significa que a pessoa sofra de uma perturbação de pânico. No entanto, se não existir uma adequada e atempada intervenção, pode vir a desenvolver-se uma perturbação de pânico, pois a vivência de um ataque de pânico pode ser de tal forma aterradora que passa a condicionar a vida futura da pessoa.

Sintomas de um ataque de pânico

Um ataque de pânico ou crise de ansiedade traduz-se no aparecimento inesperado de um medo ou mal-estar intenso face a um determinado estímulo (que nem sempre é identificável). Para falarmos de ataque de pânico deverão surgir quatro ou mais dos seguintes sintomas:

·         Palpitações cardíacas, sensação de que o coração está a bater demasiado rápido;

·         Suores;

·         Tremores;

·         Sensação de asfixia ou falta de ar;

·         Sensação de aperto no peito;

·         Tonturas, desequilíbrio;

·         Enjoos, perturbações gastrointestinais;

·         Sensação de despersonalização (de estar separado de si mesmo);

·         Sensação de desrealização (ou irrealidade);

·         Medo de morrer

·         Medo de perder o controlo ou de enlouquecer;

·         Sensações de formigueiro;

·         Arrepios ou sensações de calor.

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Muito frequentemente o facto de experimentar um ataque de pânico leva a pessoa a viver num medo constante de voltar a passar por esta situação. Por isso, pode começar a evitar todo o tipo de situações que pareçam estar associadas aos motivos que estiveram na origem do primeiro ataque de pânico. Entre outras, esta é uma das razões que leva esta perturbação a ser progressiva, ou seja, a pessoa tem tendência a viver cada vez mais intensa e frequentemente um destes episódios.

Em Portugal, crê-se que esta perturbação afeta cerca de 280 mil pessoas. É uma perturbação que costuma ter o seu início no final da adolescência ou início da fase adulta, embora o seu início possa acontecer em qualquer idade.

O tratamento

O tratamento dos ataques de pânico pode incluir uma vertente de psicoterapia e uma outra farmacológica. Além disso, é sabido que a prática de meditação ou yoga pode ser um adjuvante na diminuição (ou até eliminação) destes sintomas.

O que fazer perante um ataque de pânico?

·         Tentar desviar o pensamento para outras coisas;

·         Fazer uma atividade que costume realizar (por exemplo, relacionada com o trabalho);

·         Não falar dos seus medos na altura, mudar de conversa;

·         Optar por uma atividade que distraia;

·         Tentar controlar a respiração, inspirando e expirando lentamente.

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